
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Márcio Macêdo, aproveitou uma agenda de compromissos em Sergipe para visitar a nova sede do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Sergipe (Sindijus), na noite da última sexta-feira, 21.
Na ocasião, da qual também participaram o deputado federal alagoano Paulão (PT) e o vereador de Aracaju Elber Batalha (PSB), os dirigentes do Sindijus dialogaram com o ministro sobre a atual conjuntura política do país e a respeito dos excessos cometidos pela cúpula do Poder Judiciário.
“É gratificante receber um ministro de Estado no sindicato da nossa categoria, quando até pouco tempo víamos no Brasil ministro dizer que ia colocar ‘granada no bolso’ dos servidores públicos. Nos últimos governos, de Temer e Bolsonaro, os servidores do Judiciário sofreram ameaças permanentes de perdas salariais, nos direitos previdenciários, congelamento da carreira e até de fim da estabilidade. Agora, no governo Lula, com a reconstrução do país e da economia, os números provam que os servidores voltaram a ampliar direitos,” explicou o diretor de Assuntos Jurídicos do Sindijus, Plínio Pugliesi.
O dirigente do Sindijus também explicou que o efeito colateral dos números positivos da economia é o ‘olho grande’ da cúpula do Judiciário. “Eles têm se aproveitado para devorar supersalários sem fim, que a cada semana se superam com a aparição de um novo penduricalho. Mas aqui na condução do Sindijus, não tem espaço para inconsequências fascistas. Nós temos a responsabilidade legal de defender as instituições, especialmente a Justiça onde nós trabalhamos. Mas, também, temos a responsabilidade social de fazer as criticas aos exageros da magistratura que inviabilizam os direitos dos servidores e inflam os gastos que tanto pressionam os orçamentos públicos,” diz Plínio.
Segundo Márcio Macêdo, as visitas do seu Ministério aos sindicatos em diversas partes do país atende a uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem como prioridade restabelecer o protagonismo dos interesses da classe trabalhadora no Governo.
“A determinação do presidente Lula é que a gente tenha um diálogo transparente, aberto e companheiro com os movimentos sociais e sindicais organizados do nosso país. Esse é um diálogo permanente que a gente tem feito com a sociedade. Eu fiquei muito feliz de estar aqui na minha terra, no Sindijus, conversar e ouvir a avaliação dos companheiros e das companheiras sobre o quadro do Judiciário estadual e nacional”, afirmou o ministro.
O ministro ainda explicou a atuação do Ministério na articulação das demandas dos segmentos da sociedade civil na Presidência da República, o funcionamento do sistema nacional de participação social e as ações que fomentem o diálogo e a educação popular.
Nesse encontro no Sindijus, também puderam expor as suas demandas ao ministro, dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), do Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe (Sindasse), do Coletivo de Assistentes Sociais Resistência e Luta e do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Sergipe.





