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TJSE celebra posse de juízes enquanto ignora déficit e sobrecarga de servidores

Justica sobrecarga servidores TJSE

 

Na última sexta-feira (12), o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) deu posse a doze novos juízes aprovados no concurso para juiz substituto realizado em 2025. A cerimônia foi marcada por discursos sobre celeridade processual, modernização da justiça e ampliação do acesso da população aos serviços do Judiciário.


O reforço nos quadros da magistratura é inconteste, porém, ocorre em meio a uma realidade menos celebrada: a mesma gestão do TJSE mantém 131 cargos efetivos de servidores vagos em sua estrutura.

 

CARGOS VAGOS NO TJSE

 

São esses profissionais que atuam diretamente na movimentação processual, no atendimento ao público, nas perícias, nas comunicações judiciais, na manutenção dos sistemas informatizados e em diversas atividades que auxiliam aos magistrados e sustentam o funcionamento do Judiciário.


Para a direção do Sindijus, o cenário é ainda mais grave porque coincide com um período de mudanças promovidas pela gestão do Tribunal que desmontam a estrutura das unidades e impactam nas condições de trabalho.


“É inadmissível que a escassez de mão de obra continue empurrando os servidores, dos fóruns até o cumprimento de mandados nas ruas, para o esgotamento físico e mental. Essa sobrecarga é uma opção institucionalizada que, além de destruir a saúde, sabota a qualidade dos serviços à população. Para confirmar os equívocos da gestão que sucateia a própria estrutura, basta olhar o sumiço dos ‘Selos Diamantes’ e o declínio do TJSE nas medições de qualidade do CNJ nesses últimos anos,” alerta o coordenador geral do Sindijus, Plínio Pugliesi.

 

Concurso de servidores

A situação contrastante também chama a atenção porque o Tribunal dispõe de um concurso público vigente para os cargos de Técnico e algumas especialidades de Analista Judiciário. Em fevereiro deste ano, o Pleno do TJSE prorrogou por mais dois anos a validade do concurso de servidores realizado em 2023, mantendo ativo o cadastro de reserva e possibilitando novas convocações. Contudo, a nomeação de novos servidores continua lenta, a última ocorreu no início do ano.


Embora reconheça a importância das nomeações de novos servidores realizadas até o momento no concurso vigente, o Sindijus avalia que elas ainda estão longe de suprir a carência existente no Judiciário sergipano. A entidade defende o aproveitamento do cadastro de reserva para preencher todos os 131 cargos vagos – no mínimo – e assegurar melhores condições de trabalho ao conjunto de trabalhadores e acesso da população a um serviço judicial de maior qualidade.

 

 

 

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